🚨 INEMA SUCATEADO, BAHIA TRAVADA: O PREÇO DA DEMORA JÁ ESTÁ SENDO PAGO NO CAMPO

“Quando o Estado demora para autorizar, a ilegalidade encontra espaço para acontecer.”

Escute o Resumo da Matéria

A crise do INEMA deixou de ser apenas um problema administrativo. Ela já produz reflexos diretos no campo, na economia e, ironicamente, no próprio meio ambiente que o órgão deveria proteger.

Segundo levantamento publicado pelo Correio, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia perdeu cerca de 36% do seu quadro de pessoal desde 2011. A situação é ainda mais grave entre os analistas técnicos: o número teria caído de 40 para 15 profissionais, uma redução de 62,5%.

Ao mesmo tempo, mais de 17 mil processos estariam em tramitação.

Essa combinação é explosiva.

Não existe fiscalização eficiente, licenciamento célere, análise de outorga, controle de supressão vegetal ou gestão de recursos hídricos sem gente suficiente para analisar processos, vistoriar áreas e decidir.

E quando o Estado demora demais, a realidade não espera.

No meio rural, processos ambientais podem permanecer meses — e em alguns casos anos — sem decisão. Nesse intervalo, cresce o risco de produtores e empreendedores seguirem adiante sem a autorização necessária.

É aí que o sucateamento institucional deixa de ser apenas burocracia e passa a ter consequência prática.

Um pedido de supressão de vegetação que demora excessivamente para ser analisado pode terminar em desmatamento sem autorização.

Um processo de outorga parado por tempo indefinido pode resultar na perfuração ou utilização de poço artesiano sem regularização.

Um licenciamento ambiental emperrado pode empurrar atividades econômicas para a informalidade.

Depois, o mesmo Estado que não conseguiu analisar em tempo razoável volta ao imóvel para fiscalizar, autuar e exigir regularização.

O ciclo é perverso.

⚠️ O ESTADO CRIA A FILA E DEPOIS FISCALIZA QUEM NÃO CONSEGUIU ESPERAR

Isso não significa defender ilegalidade.

Quem desmata sem autorização ou utiliza recurso hídrico sem a licença exigida assume risco jurídico e pode ser responsabilizado.

Mas também é impossível ignorar a parcela de responsabilidade administrativa quando o poder público não consegue entregar uma resposta dentro de prazo minimamente razoável.

A legislação ambiental brasileira é complexa. Exige estudos, mapas, inventários, projetos, documentos fundiários, levantamentos de campo e responsabilidade técnica.

O empreendedor apresenta tudo isso e entra numa fila.

Quando essa fila alcança milhares de processos, a consequência é previsível: o sistema começa a perder capacidade de prevenção.

E um órgão ambiental que só consegue agir depois da irregularidade está falhando justamente na função mais importante: evitar que ela aconteça.

🌳 O SUCATEAMENTO TAMBÉM PREJUDICA O MEIO AMBIENTE

Esse talvez seja o ponto mais contraditório de toda a situação.

Um INEMA fragilizado não representa apenas prejuízo para quem precisa de licença.

Representa também menos capacidade de proteger o meio ambiente.

Se faltam técnicos para analisar processos, também faltam braços para inspeção, acompanhamento, fiscalização, controle de condicionantes, avaliação de denúncias e monitoramento.

Na prática, quanto mais lento e sobrecarregado fica o sistema regular, maior tende a ser o espaço para atividades realizadas à margem dele.

E isso é especialmente grave no Oeste da Bahia, onde existe forte pressão por expansão agropecuária, irrigação, captação subterrânea, supressão vegetal e implantação de novos empreendimentos.

O problema não é pequeno.

💧 POÇOS, DESMATAMENTO E PROCESSOS PARADOS

Quem trabalha diariamente com regularização ambiental conhece esse cenário.

Pedido de outorga parado.

Processo de autorização para supressão vegetal sem movimentação.

Licenciamento aguardando análise.

Notificação respondida e sem decisão.

Vistoria que demora.

Manifestação técnica que não chega.

Enquanto isso, a propriedade continua existindo, a produção precisa acontecer e as decisões econômicas continuam sendo tomadas.

É justamente nesse ambiente que surgem situações de poços perfurados antes da autorização, áreas abertas sem ASV e atividades iniciadas antes da conclusão do licenciamento.

Depois começa uma segunda fila:

regularização daquilo que já aconteceu.

Ou seja, a demora inicial cria o problema e, depois, cria outro processo para tentar resolver o primeiro.

📉 MENOS TÉCNICOS, MAIS RESPONSABILIDADE

A redução do quadro também ajuda a desmontar uma crítica muito comum: a de que todo atraso seria simplesmente culpa do servidor responsável pela análise.

Não é razoável imaginar que 15 analistas consigam entregar o mesmo volume de trabalho que uma estrutura que já contou com 40.

O problema é de capacidade institucional.

E os próprios servidores já teriam alertado para a chamada “desestruturação institucional” do órgão, segundo a reportagem.

Quando o alerta vem de dentro, a situação deixa de ser apenas reclamação de usuário do sistema.

⏳ PROCESSO AMBIENTAL NÃO PODE VIRAR TESTE DE RESISTÊNCIA

O poder público tem o dever de fiscalizar.

Tem o dever de exigir estudos.

Tem o dever de negar pedidos ambientalmente inviáveis.

Mas também tem o dever de decidir.

Processo ambiental não pode funcionar como um teste de resistência em que ganha quem consegue esperar mais.

Porque, quando a resposta demora demais, surgem exatamente os efeitos que a política ambiental deveria evitar: informalidade, irregularidade e perda de controle sobre o território.

🚨 O PROBLEMA ESTÁ EXPOSTO

Os números divulgados são fortes:

36% de redução no quadro.

62,5% de redução entre os analistas técnicos.

Mais de 17 mil processos em tramitação.

Isso ajuda a explicar muito do que produtores, consultores, empresas e municípios vivem diariamente na Bahia.

E expõe uma contradição difícil de esconder:

o Estado exige cada vez mais controle ambiental, mas enfraqueceu justamente o órgão responsável por exercer esse controle.

No fim, perde quem tenta fazer certo.

Perde o técnico público sobrecarregado.

Perde a economia.

E perde o meio ambiente.

Porque fiscalização sem estrutura vira reação tardia.

E licenciamento sem prazo vira convite para a irregularidade.

Fortalecer o INEMA não é favor a produtor nem a empresário. É condição básica para que a própria legislação ambiental funcione.

🎉 BAIANÓPOLIS VENCE UMA BATALHA DE 25 ANOS: SENADO APROVA FIM DA FLONA CRIADA NO LUGAR ERRADO

Unidade chamada “Floresta Nacional de Cristópolis” atingiu terras em Baianópolis, teve dimensão indicada muito acima da realidade e, segundo documentos oficiais, nunca reuniu condições que justificassem sua manutenção

Escute o Resumo da Matéria

É difícil acreditar que uma história dessas tenha durado um quarto de século.

Uma unidade de conservação criada com o nome de Floresta Nacional de Cristópolis acabou atingindo propriedades situadas em Baianópolis, permaneceu por décadas produzindo insegurança jurídica e agora está a um passo de ser definitivamente extinta.

Na quarta-feira, 2 de setembro de 2026, o Senado Federal aprovou o Projeto de Lei nº 1.663/2022, que revoga o decreto de 18 de maio de 2001 responsável pela criação da unidade.

A matéria já havia passado pela Câmara dos Deputados, foi aprovada pelo Plenário do Senado e agora segue para sanção presidencial.

Para Baianópolis, isso não é uma simples notícia ambiental.

É uma decisão que pode encerrar um dos capítulos mais absurdos da história fundiária recente da região.


🌳 UMA “FLORESTA DE CRISTÓPOLIS” QUE FOI PARAR EM BAIANÓPOLIS

O decreto de 2001 criou a Floresta Nacional de Cristópolis com área oficialmente indicada em cerca de onze mil novecentos e cinquenta e dois hectares.

O problema é que, ao longo dos anos, os próprios documentos oficiais passaram a reconhecer que havia um sério descompasso entre o que estava escrito no decreto e aquilo que efetivamente aparecia no território.

A exposição de motivos que fundamentou o projeto de extinção aponta incompatibilidades entre o imóvel registrado, o memorial descritivo e a localização efetivamente atingida.

Em termos simples:

A FLONA CHAMADA DE CRISTÓPOLIS ACABOU INCIDINDO SOBRE ÁREA LOCALIZADA EM BAIANÓPOLIS.

E o absurdo não para por aí.

Segundo a documentação oficial analisada durante a tramitação, a área efetivamente identificada seria da ordem de quatro mil e quatrocentos hectares, muito abaixo daquela dimensão prevista originalmente.


📊 O ERRO EM NÚMEROS

Área indicada no decreto de 2001: aproximadamente doze mil hectares.

Área efetivamente identificada nos estudos posteriores: cerca de quatro mil e quatrocentos hectares.

Tempo até a aprovação da correção pelo Senado: vinte e cinco anos.

Município atingido pela demarcação: Baianópolis.

A Rádio Senado resumiu a discrepância de forma direta: a área apontada originalmente era cerca de três vezes maior que a área efetivamente encontrada.

Não estamos falando de uma diferença pequena.

Estamos falando de um erro de dimensão, localização e enquadramento que atravessou décadas.


🚨 DOCUMENTOS OFICIAIS APONTARAM IRREGULARIDADES GRAVES

A exposição de motivos encaminhada pelo Poder Executivo ao Congresso relata que, após a criação da unidade, surgiram denúncias e foram instaurados procedimentos administrativos para apurar irregularidades relacionadas ao processo.

Segundo o documento, houve quatro processos administrativos e até demissão de servidor público.

Pareceres elaborados durante a tramitação também registraram a existência de vícios relevantes relacionados à localização e à área efetiva da unidade.

A análise parlamentar ainda apontou outro fato de peso: a área atingida não apresentaria os atributos ambientais e florestais que justificariam sua manutenção como Floresta Nacional nos moldes em que foi criada.

Ou seja:

não era apenas uma discussão política sobre manter ou acabar com uma unidade de conservação.

A própria validade técnica da origem daquela unidade passou a ser questionada pelo Estado.


🗺️ UMA DEMARCAÇÃO QUE NÃO BATIA COM O DECRETO

Na votação desta semana, o Senado voltou a destacar um dos aspectos mais graves do caso.

A demarcação física teria ocorrido em coordenadas diferentes das previstas originalmente.

E essa demarcação atingiu Baianópolis.

A Agência Senado também informou que a unidade nunca chegou a ser efetivamente implantada e que os estudos posteriores indicaram ausência dos atributos necessários para justificar sua permanência como Floresta Nacional.

Isso ajuda a entender por que a discussão se arrastou por tanto tempo.

Não era apenas uma Floresta Nacional pouco utilizada.

Era uma unidade cuja própria localização e fundamento técnico passaram a ser questionados.


🚜 PARA O PRODUTOR, NÃO ERA APENAS UM ERRO DE MAPA

Quem vive no campo sabe que uma linha mal colocada em um mapa oficial pode ter consequências enormes.

Pode gerar insegurança na compra e venda.

Pode dificultar financiamento.

Pode interferir em licenciamento ambiental.

Pode atingir regularização fundiária.

Pode inviabilizar investimentos.

Pode criar questionamentos sobre uso e ocupação da propriedade.

Segundo informações apresentadas durante a tramitação, proprietários atingidos relataram dificuldades relacionadas justamente ao financiamento e à realização de melhorias nos imóveis em razão da sobreposição da unidade.

Por isso, a discussão nunca foi meramente cartográfica.

ERA UMA QUESTÃO ECONÔMICA, FUNDIÁRIA E DE SEGURANÇA JURÍDICA.


⏳ VINTE E CINCO ANOS

Vale repetir.

VINTE E CINCO ANOS.

Um quarto de século.

Desde 2001, gerações mudaram.

Propriedades foram transmitidas.

Famílias fizeram planos.

A agricultura regional se transformou.

A tecnologia de georreferenciamento avançou.

A legislação ambiental mudou.

Mas o problema permaneceu.

Até agora.


⚖️ IBAMA E MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL APOIARAM A CORREÇÃO

Um ponto importante precisa ser destacado.

A proposta não avançou simplesmente como uma ofensiva política contra uma unidade de conservação.

Durante a tramitação, foi informado que Ibama e Ministério Público Federal apoiaram a correção da situação.

O relator no Senado, Jaques Wagner, também destacou o longo período necessário para que o erro fosse corrigido e defendeu a retomada da normalidade para os proprietários afetados.

Isso muda completamente o peso da discussão.

Não se trata de escolher entre preservar ou produzir.

Trata-se de corrigir uma situação que, segundo a própria documentação oficial, nasceu com problemas técnicos e jurídicos graves.


🎉 BAIANÓPOLIS TEM MOTIVO PARA COMEMORAR

A aprovação no Senado representa a etapa mais importante já vencida até aqui.

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto.

O Senado aprovou o projeto.

Agora resta a sanção presidencial.

Se houver sanção, será formalmente encerrado o decreto que criou a Floresta Nacional de Cristópolis.

Para os proprietários atingidos, isso poderá significar o fim de um obstáculo jurídico que acompanhou essas terras por décadas.

E para Baianópolis, representa o encerramento de uma história que nunca deveria ter durado tanto.


⚠️ AINDA NÃO ACABOU: FALTA A SANÇÃO

Apesar da comemoração, juridicamente é importante deixar claro:

A FLONA AINDA NÃO ESTÁ FORMALMENTE EXTINTA.

A aprovação do Senado concluiu a tramitação no Congresso, mas o texto ainda precisa ser apreciado pelo presidente da República.

Somente após eventual sanção e publicação da nova lei é que a revogação produzirá seus efeitos definitivos.

Portanto, qualquer processo administrativo, licenciamento, regularização ou decisão envolvendo áreas atingidas ainda precisa considerar a situação jurídica vigente até a publicação da nova norma.

A vitória é enorme.

Mas falta a assinatura final.


🔥 A LIÇÃO QUE FICA

Proteção ambiental é indispensável.

Mas proteção ambiental também precisa obedecer a critérios técnicos, legais e territoriais corretos.

Não existe política ambiental séria baseada em coordenada errada.

Não existe segurança jurídica quando o mapa oficial não corresponde à realidade.

E não é razoável que proprietários rurais convivam durante vinte e cinco anos com as consequências de uma situação cuja inconsistência foi reconhecida pelo próprio poder público.

O que aconteceu no Senado foi mais do que a aprovação de um projeto.

FOI O RECONHECIMENTO DE QUE O ESTADO TAMBÉM ERRA — E QUE, QUANDO ERRA, PRECISA CORRIGIR.

Baianópolis esperou um quarto de século por essa correção.

Agora falta apenas a sanção presidencial para que esse capítulo seja definitivamente encerrado.

A FLORESTA ESTAVA NO LUGAR ERRADO. O PREJUÍZO, NÃO. ESSE FICOU AQUI.

E, depois de vinte e cinco anos, Baianópolis finalmente está a um passo de virar essa página.

🚨 “RECUPERAÇÃO SEM PRECEDENTES”? ESTRADA ENTRE CASCUDEIRO E LAGOA CLARA MOSTRA OUTRA REALIDADE

“Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos por todo o tempo.” — atribuída a Abraham Lincoln

Escute o Resumo da Matéria

Trecho divulgado como grande recuperação apresenta solo solto, sulcos e levanta dúvida sobre resistência quando as chuvas chegarem

A estrada que liga Cascudeiro a Lagoa Clara, em Baianópolis, foi apresentada pela atual gestão como parte de uma recuperação histórica das estradas rurais.

Mas as imagens recentes recebidas pelo Dubai em Pauta mostram uma realidade bem menos bonita do que a propaganda.

No trecho registrado, o que aparece é solo solto, material arenoso, marcas profundas de pneus e ausência visível de uma estrutura mais resistente, capaz de transmitir segurança de que o serviço suportará o período chuvoso.

E aí vem a pergunta que muita gente da região já começou a fazer:

FOI RECUPERAÇÃO OU FOI MAQUIAGEM?

Passar máquina, nivelar a estrada e melhorar temporariamente o aspecto visual pode até funcionar no período seco.

Mas estrada rural não se mede pela fotografia do dia em que a patrol termina.

Estrada se mede depois da chuva.

Se não houver preparação adequada da base, drenagem, correção de pontos críticos e uso de material compatível com o solo, o resultado pode durar muito menos do que o anúncio.

E quem paga essa conta não é a propaganda.

É a população.

🌧️ O VERDADEIRO TESTE AINDA NEM COMEÇOU

Com a chegada do período chuvoso, a preocupação aumenta.

Um trecho com solo solto e baixa resistência pode rapidamente apresentar:

  • valetas;
  • erosões;
  • atoleiros;
  • perda da camada superficial;
  • dificuldade de passagem;
  • interrupção do transporte escolar;
  • risco para ambulâncias e moradores;
  • prejuízo ao escoamento da produção.

Para quem vive na zona rural, estrada não é detalhe.

É acesso à escola.

É acesso à saúde.

É acesso ao trabalho.

É acesso à própria cidade.

🚜 PROPAGANDA BONITA NÃO SUBSTITUI SERVIÇO DURÁVEL

O problema não é fazer divulgação de obra.

O problema é vender como “recuperação sem precedentes” aquilo que, no primeiro olhar mais atento, levanta dúvidas sobre a qualidade e a durabilidade.

No trecho entre Cascudeiro e Lagoa Clara, é legítimo perguntar:

Houve cascalhamento?

Qual material foi aplicado?

Foi feita drenagem?

A base foi preparada?

Qual foi o custo total do serviço?

Quem fiscalizou a execução?

Existe planejamento para reforçar os pontos críticos antes das chuvas?

Se houve uma grande recuperação, a Prefeitura tem a oportunidade de mostrar os dados técnicos e explicar exatamente o que foi feito.

⚠️ A REGIÃO NÃO PODE ESPERAR A CHUVA PARA DESCOBRIR SE O SERVIÇO PRESTOU

Esse é o ponto mais preocupante.

Se o trabalho foi superficial, o problema pode aparecer justamente quando o acesso às comunidades se tornar mais difícil.

E aí já será tarde para discurso.

Porque estrada rural mal preparada não vira problema só para motorista.

Vira problema para aluno.

Para produtor.

Para paciente.

Para família inteira.

🔎 O DUBAI EM PAUTA DEIXA UMA PERGUNTA SIMPLES

ESSA ESTRADA ESTÁ PREPARADA PARA A CHUVA?

Se a resposta for sim, os moradores esperam que o serviço resista.

Se não estiver, ainda há tempo para corrigir.

O que não dá é transformar recuperação de estrada em peça de publicidade.

ESTRADA NÃO SE RECUPERA COM DISCURSO. RECUPERA-SE COM BASE, DRENAGEM E SERVIÇO BEM FEITO.

🚨 ALERTA EM BAIANÓPOLIS: CARTÓRIO INFORMA QUE REGISTRO DE TÍTULO É GRATUITO EM MEIO A RELATOS DE COBRANÇAS NA ZONA RURAL

“Quando um serviço é gratuito, qualquer cobrança precisa ser muito bem explicada.”

Escute o Resumo da Matéria

Poucas semanas depois da entrega de centenas de títulos de terra a agricultores familiares de Baianópolis, uma situação preocupante começou a circular entre comunidades rurais do município.

O Dubai em Pauta recebeu relatos de moradores informando que estariam sendo realizadas reuniões na zona rural para oferecer serviços relacionados à “regularização” dos títulos recentemente entregues, com cobranças que, segundo essas informações, variariam entre R$ 700 e R$ 900 reais por beneficiário.

A situação chama ainda mais atenção diante de um informativo divulgado pelo Cartório Jota Silva – Registro de Imóveis de Baianópolis, que faz um alerta direto à população:

“SEU TÍTULO DE TERRA SÓ TEM VALIDADE COM O REGISTRO EM CARTÓRIO.”

E logo abaixo vem a informação que todo beneficiário precisa conhecer:

O REGISTRO É GRATUITO

Segundo o material divulgado pelo próprio cartório, o portador do título pode comparecer diretamente ao Registro de Imóveis e requerer o procedimento, sem necessidade de intermediários.

O informativo ainda é enfático ao advertir que o Cartório não possui parceria com empresas particulares, despachantes ou pessoas físicas para realizar esse serviço.


🌾 CENTENAS DE FAMÍLIAS RECEBERAM TÍTULOS NA REGIÃO

No dia 7 de agosto de 2026, agricultores familiares de Baianópolis e Catolândia receberam 354 títulos de terra, dentro das ações estaduais de regularização fundiária promovidas pela Secretaria de Desenvolvimento Rural, por meio da Superintendência de Desenvolvimento Agrário — SDA.

Em Baianópolis, o Dubai em Pauta já havia publicado a relação envolvendo 312 títulos fundiários rurais, entregues a famílias de diversas comunidades do município.

A entrega do documento representa uma etapa fundamental da regularização fundiária.

Mas o título precisa seguir o procedimento registral adequado para que a propriedade seja formalmente incorporada ao Registro de Imóveis.

A própria SDA já destacou, em orientação aos registradores, a importância de evitar que agricultores deixem de registrar seus títulos, justamente porque isso impede a conclusão efetiva da política pública de regularização fundiária.


⚠️ ENTÃO, O QUE ESTÁ SENDO COBRADO?

Essa é a pergunta central.

Se o agricultor já recebeu o título e o próprio Cartório de Registro de Imóveis está divulgando que o registro correspondente é gratuito, qualquer cobrança relacionada a esse procedimento precisa ser absolutamente transparente.

O beneficiário tem direito de saber:

O que exatamente está sendo oferecido por R$ 700, R$ 800 ou R$ 900?

Trata-se de assessoria particular?

Preparação de documentos?

Serviço técnico?

Deslocamento?

Cópias e autenticações?

Ou o agricultor está sendo levado a acreditar que precisa pagar esse valor para conseguir registrar o título?

Existe uma diferença jurídica enorme entre essas situações.

A cobrança por um serviço particular efetivamente contratado não é automaticamente irregular.

O problema muda completamente de figura caso alguém induza o beneficiário a acreditar que determinada cobrança é uma taxa oficial, que existe uma parceria especial com o cartório ou que somente por intermédio daquela pessoa será possível concluir o registro.

Por isso, informação é a primeira defesa da população.


🚨 RELATOS APONTAM PARTICIPAÇÃO DE PESSOA LIGADA AO SERVIÇO PÚBLICO MUNICIPAL

As informações recebidas pelo Dubai em Pauta apontam ainda que uma das pessoas envolvidas nessas reuniões seria servidor ou funcionário vinculado ao Município de Baianópolis.

Neste momento, o blog não divulgará nomes nem atribuirá prática criminosa a qualquer pessoa sem que haja documentação suficiente ou manifestação oficial dos órgãos competentes.

Mas, se confirmada a participação de agente público, algumas perguntas se tornam inevitáveis.

As reuniões estão sendo feitas em caráter particular ou institucional?

A Prefeitura tem conhecimento?

Existe autorização do Município?

Está sendo utilizada a condição de servidor público para oferecer algum tipo de serviço privado?

Há utilização de estrutura pública, contatos oficiais ou influência decorrente da função?

Essas circunstâncias precisam ser esclarecidas.

Ser servidor público, por si só, não impede alguém de exercer toda e qualquer atividade privada. Mas o uso da função pública, da estrutura administrativa ou da confiança gerada pelo cargo para obtenção de vantagem privada pode produzir consequências jurídicas completamente diferentes, dependendo do que efetivamente ocorreu.

Por isso, qualquer conclusão deve ser baseada em provas.


📢 O CARTÓRIO DIZ: NÃO É NECESSÁRIO INTERMEDIÁRIO

O informativo divulgado pelo Cartório de Registro de Imóveis deixa uma orientação simples:

O próprio portador do título pode procurar diretamente o Cartório.

O material informa também que:

✅ o registro é gratuito;

✅ o próprio beneficiário pode dar entrada no procedimento;

✅ não existe parceria do Cartório com empresas particulares, despachantes ou pessoas físicas;

✅ eventuais despesas indicadas no informativo estão relacionadas às cópias autenticadas dos documentos exigidos para apresentação com o título.

Portanto, antes de entregar qualquer valor a terceiros, o agricultor deve perguntar claramente:

Esse dinheiro está sendo pago pelo quê?

Existe contrato do serviço?

Será fornecido recibo ou nota fiscal?

O pagamento é obrigatório?

O valor pertence ao Cartório ou é remuneração particular?

O Cartório confirma que esse intermediário é necessário?

Uma ligação ou uma ida diretamente ao Cartório pode esclarecer a situação antes de qualquer pagamento.


⚖️ QUEM JÁ PAGOU DEVE GUARDAR TUDO

Quem eventualmente já tenha realizado algum pagamento e tenha dúvidas sobre a natureza da cobrança não deve apagar conversas ou descartar documentos.

É importante guardar:

  • comprovantes de PIX ou transferência;
  • recibos;
  • mensagens de WhatsApp;
  • áudios;
  • convites para reuniões;
  • fotografias;
  • documentos entregues;
  • nomes de testemunhas;
  • material publicitário;
  • qualquer mensagem dizendo que determinado pagamento seria necessário ou obrigatório.

Esses elementos são essenciais para diferenciar uma prestação legítima de serviço particular de uma eventual cobrança indevida ou de uma situação em que alguém possa ter sido induzido a erro.


🏛️ REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA TEM CANAIS OFICIAIS

A Superintendência de Desenvolvimento Agrário mantém canais próprios para atendimento sobre regularização fundiária.

O Governo da Bahia informa que o cidadão pode solicitar regularização diretamente pela SDA e também por empresas cadastradas oficialmente para determinados serviços relacionados à regularização fundiária.

A SDA também disponibiliza atendimento oficial pelo telefone (71) 98326-4625 e pelo e-mail atendimento@sda.ba.gov.br.

Isso é importante porque a população não precisa depender exclusivamente da informação de terceiros.

Na dúvida, procure a fonte oficial.


🔎 PERGUNTAS QUE BAIANÓPOLIS MERECE VER RESPONDIDAS

Diante dos relatos recebidos e do alerta divulgado pelo próprio Cartório, algumas perguntas precisam ser esclarecidas:

Quem está promovendo essas reuniões nas comunidades rurais?

Em nome de quem essas pessoas estão falando?

Qual serviço está sendo oferecido aos agricultores?

Por que estão sendo mencionados valores entre R$ 700 e R$ 900?

Os agricultores estão sendo informados de que o registro no Cartório é gratuito?

Existe contrato particular para os serviços cobrados?

São emitidos recibos ou notas fiscais?

A Prefeitura de Baianópolis tem conhecimento dessas atividades?

Caso haja servidor público envolvido, ele está atuando em caráter particular ou como representante do Município?

O Cartório autorizou algum intermediário ou possui parceria com alguma dessas pessoas?

A população merece respostas objetivas.


📌 O QUE O BENEFICIÁRIO DEVE FAZER AGORA?

Para quem recebeu título de terra recentemente, a orientação mais segura é simples:

Antes de contratar qualquer pessoa, procure diretamente o Cartório de Registro de Imóveis.

Confirme quais documentos são exigidos.

Pergunte quais atos são gratuitos.

Pergunte se existe alguma despesa adicional.

E, principalmente, pergunte se realmente existe necessidade de contratar intermediário.

O próprio informativo divulgado em Baianópolis aponta que não há essa necessidade para requerer o registro.


⚠️ INFORMAÇÃO EVITA PREJUÍZO

A regularização fundiária é uma política pública que existe para dar segurança jurídica justamente a famílias que, em muitos casos, passaram décadas esperando pelo documento de suas terras.

Não faz sentido que, depois de finalmente receber o título, o agricultor permaneça vulnerável à falta de informação sobre aquilo que precisa — ou não precisa — pagar.

Cobrar por um serviço particular devidamente explicado é uma coisa.

Fazer alguém acreditar que precisa desembolsar centenas de reais para obter um procedimento que o próprio Cartório anuncia como gratuito é outra completamente diferente.

É justamente essa diferença que precisa ser esclarecida em Baianópolis.

SE O REGISTRO É GRATUITO, A POPULAÇÃO PRECISA SABER EXATAMENTE PELO QUE ESTÁ PAGANDO.

O Dubai em Pauta buscará esclarecimentos oficiais junto ao Cartório de Registro de Imóveis e à Prefeitura Municipal de Baianópolis e manterá espaço aberto para manifestação de todas as partes citadas.

DUBAI EM PAUTA — informação para que o cidadão possa decidir sabendo dos fatos.

🚨 SENADO APROVA MUDANÇA QUE PODE ALTERAR A VIDA DE PRODUTORES COM ÁREAS EMBARGADAS NO BRASIL

“A lei não deve ser instrumento de espera, mas caminho para a solução.”

Projeto cria caminho para regularização, impõe prazo ao órgão ambiental e pode suspender restrições econômicas enquanto produtor busca resolver pendências

Uma mudança importante na legislação ambiental brasileira avançou no Congresso Nacional e merece atenção especial de produtores rurais, técnicos, consultores e proprietários que convivem há anos com áreas embargadas e processos ambientais sem solução.

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira, 2 de setembro de 2026, o Projeto de Lei nº 6.531/2025, que cria novas regras para a regularização de áreas rurais embargadas em razão de infrações relacionadas à proteção da vegetação nativa.

O projeto foi aprovado pelo Plenário do Senado, com cinco emendas, e agora segue para análise da Câmara dos Deputados. Portanto, atenção: a mudança ainda não está valendo como lei.

Mas, se for aprovada definitivamente, poderá mudar significativamente a forma como determinados embargos ambientais são tratados no país.

🌱 O QUE MUDA NA PRÁTICA?

Hoje, um dos maiores problemas enfrentados pelo produtor não é apenas receber uma autuação ambiental.

O verdadeiro pesadelo começa depois.

Uma área embargada pode permanecer durante anos em situação irregular enquanto processos administrativos, análises de CAR, projetos de recuperação, pedidos de regularização e outras providências caminham lentamente dentro dos órgãos públicos.

Nesse período, o embargo pode provocar consequências econômicas graves para a propriedade.

É exatamente nesse ponto que o PL 6.531/2025 pretende mexer.

O texto aprovado permite que o proprietário de uma área rural embargada manifeste interesse na celebração de um termo de compromisso com o órgão ambiental, assumindo obrigações para:

• cessar a irregularidade;

• reparar eventual dano ambiental;

• cumprir as medidas de regularização;

• e buscar o retorno da área à situação regular.

Ou seja: em vez de permanecer indefinidamente preso ao embargo, passa a existir um procedimento específico para tentar solucionar a situação.

⏳ ÓRGÃO AMBIENTAL TERÁ PRAZO PARA RESPONDER

Aqui está um dos pontos mais importantes da proposta.

Ao aplicar multa ou embargo, a autoridade ambiental deverá informar ao produtor sobre a possibilidade de celebração do termo de compromisso.

Caso o interessado manifeste formalmente interesse em celebrar o acordo, o órgão ambiental terá 60 dias para responder.

E não se trata apenas de um prazo decorativo.

Segundo o texto aprovado no Senado, se o órgão ambiental não se manifestar dentro desse período, poderão ser automaticamente suspensos os efeitos econômicos acessórios do embargo enquanto o procedimento de regularização continua.

A própria Agência Senado cita como exemplo o bloqueio de acesso ao crédito rural.

Para milhares de produtores, esse detalhe pode ser enorme.

Porque uma coisa é impedir a exploração da área efetivamente embargada.

Outra completamente diferente é transformar a demora administrativa do próprio Estado em uma condenação econômica por tempo indeterminado.

💰 EMBARGO AMBIENTAL PODE IMPEDIR ACESSO A CRÉDITO

Esse talvez seja o ponto que faça o produtor entender imediatamente a dimensão da proposta.

Uma propriedade com problema ambiental pode enfrentar dificuldades de financiamento e restrições relacionadas ao embargo.

Na prática, significa que o produtor pode estar disposto a regularizar, apresentar projeto, recuperar área, atualizar CAR, cumprir condicionantes e assinar compromissos — mas continuar sofrendo consequências econômicas enquanto aguarda uma resposta administrativa.

O projeto tenta criar uma saída para essa situação.

Segundo o Senado, transcorrido o prazo previsto sem resposta do órgão, a suspensão desses efeitos econômicos permitiria ao produtor voltar, por exemplo, a buscar financiamento enquanto o processo ambiental segue em análise.

⚠️ MAS NÃO CONFUNDA: EMBARGO NÃO SERÁ SIMPLESMENTE “PERDOADO”

Aqui está um detalhe que algumas manchetes deixam passar.

O projeto não cria uma anistia geral para desmatamento.

Também não significa que toda propriedade embargada será automaticamente liberada.

A proposta cria um caminho administrativo de regularização.

Multas poderão continuar existindo.

A obrigação de reparar danos ambientais poderá continuar existindo.

Responsabilidades civis e penais também não desaparecem simplesmente porque o produtor assinou um termo.

Portanto, quem interpretar a mudança como uma autorização para “desmatar e regularizar depois” estará entendendo errado.

A própria proposta está vinculada às infrações relacionadas aos regimes de proteção da vegetação previstos no Código Florestal — Lei nº 12.651/2012 — e altera a Lei de Crimes Ambientais — Lei nº 9.605/1998.

🚜 PEQUENO PRODUTOR É UM DOS PRINCIPAIS ARGUMENTOS DO PROJETO

Autor do PL, o senador Sérgio Petecão (PSD-AC) afirmou durante a votação que a medida busca corrigir uma relação que considera desigual entre produtores e o poder público.

O argumento é relativamente simples:

se o Estado exige que o cidadão responda aos seus prazos, o Estado também precisa responder aos requerimentos apresentados pelo cidadão.

O relator da proposta foi o senador Zequinha Marinho (Podemos-PA).

Antes de chegar ao Plenário, o projeto havia sido aprovado por unanimidade na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado, com cinco emendas. Posteriormente houve recurso para que o texto também fosse analisado pelo Plenário.

❌ NÃO VALE PARA TODO TIPO DE INFRAÇÃO

Outro ponto importante: a proposta não foi desenhada para transformar atividades criminosas em atividades regularizáveis.

Na tramitação no Senado foram mantidas ressalvas para impedir que o mecanismo seja utilizado como escudo para situações envolvendo atividades essencialmente ilícitas.

Portanto, existe uma diferença enorme entre:

um produtor com uma irregularidade ambiental passível de regularização

e

uma atividade que jamais poderia ser legalmente autorizada.

Essa separação será fundamental na aplicação da futura legislação.

🔎 O PONTO QUE POUCA GENTE ESTÁ PERCEBENDO

Talvez a maior mudança não esteja no embargo em si.

Está na criação de uma espécie de obrigação de resposta da Administração Pública.

Durante décadas, produtores reclamaram de uma situação bastante conhecida no interior do Brasil:

o cidadão protocola documentos, apresenta estudos ambientais, contrata profissionais, protocola CAR, projetos e pedidos de regularização…

…e depois espera.

Meses.

Às vezes anos.

Enquanto isso, a propriedade permanece sofrendo os efeitos econômicos da pendência.

O PL 6.531/2025 tenta colocar um relógio nessa relação.

Manifestou interesse em regularizar? O poder público também terá que se movimentar.

Isso pode representar uma mudança importante na relação entre produtor e fiscalização ambiental.

⚖️ A LEI JÁ ESTÁ VALENDO?

Não.

Esse detalhe é fundamental.

O Senado aprovou o projeto em 2 de setembro de 2026, mas o PL 6.531/2025 ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados.

Se a Câmara aprovar o texto sem alterações, a proposta poderá seguir para sanção presidencial.

Caso os deputados modifiquem o projeto, ele poderá retornar ao Senado para nova análise.

Somente depois da conclusão do processo legislativo e eventual sanção será possível falar em uma nova lei produzindo efeitos.

Portanto, neste momento, nenhum produtor deve deixar de cumprir embargo ambiental alegando a aprovação do Senado.

O embargo continua válido até que exista fundamento jurídico concreto para sua suspensão ou levantamento.

🌾 POR QUE ESSA DISCUSSÃO É TÃO IMPORTANTE PARA O OESTE DA BAHIA?

Em uma região onde agricultura, pecuária, regularização fundiária e licenciamento ambiental caminham lado a lado, qualquer alteração nas regras de embargo tem impacto direto sobre propriedades rurais.

No Oeste da Bahia, existem imóveis com processos ambientais complexos envolvendo CAR/CEFIR, Reserva Legal, APP, supressão de vegetação, recuperação ambiental e autorizações administrativas.

Uma legislação que estabeleça procedimento e prazo para tentar solucionar embargos pode ter impacto econômico relevante para produtores que realmente estejam buscando retornar à legalidade.

Mas cada processo continuará exigindo análise individual.

Área embargada não é sinônimo de propriedade perdida.
E regularização ambiental também não é sinônimo de perdão.

É justamente entre esses dois extremos que o Congresso está tentando construir uma nova regra.

📌 O QUE ACONTECE AGORA?

O caminho do PL 6.531/2025 ainda não terminou.

➡️ Senado Federal: aprovado.

➡️ Câmara dos Deputados: próxima etapa.

➡️ Sanção presidencial: somente depois da conclusão da votação no Congresso.

O Dubai em Pauta acompanhará a tramitação da proposta na Câmara e informará qualquer mudança relevante no texto.

Porque, nesse assunto, uma palavra alterada em Brasília pode representar milhões de reais e anos de diferença para quem produz no campo.

DUBAI EM PAUTA — informação do Oeste da Bahia, com aquilo que realmente importa para quem vive e produz na região.

🚨 BAIANÓPOLIS JÁ TORROU R$ 124,9 MIL EM DIÁRIAS: PREFEITO E VICE CONCENTRAM R$ 77,5 MIL DA CONTA

“A luz do sol é o melhor desinfetante.” — Louis D. Brandeis

Escute o Resumo da Matéria

💸 ENQUANTO A POPULAÇÃO COBRA RESPOSTAS PARA PROBLEMAS BÁSICOS, DOCUMENTOS DA PRÓPRIA PREFEITURA REVELAM UMA MÁQUINA DE VIAGENS PARA SALVADOR E BRASÍLIA — MUITAS DELAS DESCRITAS APENAS COMO “ASSUNTOS DE INTERESSE DO MUNICÍPIO”

Não é fofoca.

Não é denúncia anônima.

Não é número inventado pela oposição.

Está no Portal da Transparência da própria Prefeitura Municipal de Baianópolis.

O Dubai em Pauta analisou os relatórios oficiais de concessão de diárias referentes a 2025 e aos registros disponíveis de 2026 até o início de agosto.

E a conta impressiona:

💰 R$ 124.900,00 EM DIÁRIAS

Cento e vinte e quatro mil e novecentos reais.

E tem um detalhe que não pode passar despercebido:

2026 AINDA NÃO TERMINOU.

O relatório deste ano foi gerado em 7 de agosto de 2026. Ou seja, ainda há quase cinco meses pela frente para que novos pagamentos sejam acrescentados.


📊 QUEM MAIS RECEBEU?

Favorecido20252026*TOTAL
Weube Febrônio dos Santos – PrefeitoR$ 29.484,00R$ 19.596,00R$ 49.080,00
Doralina Pereira da Silva – Vice-prefeitaR$ 18.900,00R$ 9.540,00R$ 28.440,00
Raquel de Oliveira MacedoR$ 2.400,00R$ 7.440,00R$ 9.840,00
Corcino Gomes da Silva NetoR$ 6.310,00R$ 2.880,00R$ 9.190,00
Tarcísio Rodrigues da SilvaR$ 1.000,00R$ 3.460,00R$ 4.460,00
Acsa Alves dos PassosR$ 2.600,00R$ 1.080,00R$ 3.680,00
Corcemilton Gomes da SilvaR$ 1.080,00R$ 2.160,00R$ 3.240,00
Carlos Henrique Sales/Salves AlvesR$ 1.400,00R$ 1.800,00R$ 3.200,00
Joan Almeida AraújoR$ 1.800,00R$ 800,00R$ 2.600,00
André da Silva Santos—R$ 2.050,00R$ 2.050,00
Gabriel Carvalho de Souza—R$ 1.620,00R$ 1.620,00
Cleidimar Joaquim do Rego—R$ 1.200,00R$ 1.200,00
Demais favorecidos——valores diversos
TOTAL GERALR$ 69.294,00R$ 55.606,00R$ 124.900,00

*2026 considerado até o relatório emitido em 07/08/2026.


🔥 O NÚMERO QUE A GESTÃO PRECISA EXPLICAR

De todos os valores analisados, dois nomes concentram mais da metade da conta.

PREFEITO WEUBE FEBRÔNIO

R$ 49.080,00

VICE-PREFEITA DORALINA PEREIRA

R$ 28.440,00

Juntos:

🔴 R$ 77.520,00

Isso representa aproximadamente 62% de todo o valor registrado nos dois relatórios.

Traduzindo:

A CADA R$ 100,00 GASTOS EM DIÁRIAS, CERCA DE R$ 62,00 FORAM DESTINADOS APENAS AO PREFEITO E À VICE.

Não é uma interpretação política.

É matemática.


💸 R$ 49 MIL EM DIÁRIAS PARA O PREFEITO

O prefeito Weube Febrônio dos Santos lidera com folga.

Somente em 2025, os registros analisados alcançam R$ 29.484,00.

Em uma única concessão, realizada em maio de 2025, foram cinco diárias de R$ 960,00 cada, totalizando:

R$ 4.800,00

A justificativa registrada foi viagem a Salvador para tratar de assuntos de interesse do Município.

Há ainda três diárias de R$ 864,00, totalizando R$ 2.592,00, outras três somando R$ 2.880,00 e diversas outras concessões ao longo de 2025.

E em 2026 a sequência continuou.

Até agosto, o prefeito já acumula R$ 19.596,00.

Uma viagem a Brasília em maio gerou quatro diárias de R$ 900,00, totalizando R$ 3.600,00.

Em julho, outras três diárias para Salvador somaram R$ 2.430,00.


💰 A VICE TAMBÉM VIAJOU — E A CONTA PASSOU DE R$ 28 MIL

Logo atrás aparece a vice-prefeita Doralina Pereira da Silva.

Somando os dois anos:

R$ 28.440,00

Em 2025 foram R$ 18.900,00.

Uma única concessão de cinco diárias chegou a R$ 4.800,00.

Há ainda sucessivas viagens para Brasília e Salvador com valores de R$ 1.920,00, R$ 2.592,00 e outros pagamentos.

Já em 2026 aparecem, entre outras, quatro diárias para Brasília que somaram R$ 3.600,00.


❓ “ASSUNTOS DE INTERESSE DO MUNICÍPIO”… MAS QUAIS?

É aqui que a história fica ainda mais interessante.

Boa parte das viagens aparece acompanhada de justificativas como:

“TRATAR DE ASSUNTOS DE INTERESSE DESTE MUNICÍPIO”

ou

“TRATAR DE ASSUNTOS DE INTERESSE DESTE EXECUTIVO MUNICIPAL”

Formalmente, a expressão informa que a viagem tinha finalidade pública.

Mas para quem está pagando a conta, fica faltando justamente a parte mais importante:

QUAL ASSUNTO?

O prefeito aparece em diversas viagens a Salvador e Brasília com justificativas dessa natureza.

E então o Dubai em Pauta pergunta:

➡️ Qual órgão foi visitado?

➡️ Com quem o prefeito se reuniu?

➡️ Qual era a pauta?

➡️ Houve protocolo de pedido?

➡️ Algum convênio foi firmado?

➡️ Algum recurso foi conseguido?

➡️ Alguma obra foi garantida?

➡️ Qual benefício concreto chegou a Baianópolis?

Porque dizer que uma viagem foi feita para tratar de “assuntos de interesse do município” é uma informação tão ampla que praticamente qualquer viagem oficial poderia receber a mesma descrição.


🎯 O PROBLEMA NÃO É VIAJAR. É O CIDADÃO PAGAR E NÃO SABER O RESULTADO

É importante separar as coisas.

O Dubai em Pauta não está afirmando que receber diária seja ilegal.

Não é.

Prefeito, vice-prefeito, secretários e servidores podem viajar a serviço do Município e receber diárias, desde que observadas as regras aplicáveis.

A questão é muito mais simples:

QUEM PAGA TEM O DIREITO DE SABER.

Não basta informar que alguém saiu de Baianópolis, foi para Salvador ou Brasília e voltou.

Quando existe gasto público, é razoável que o cidadão consiga descobrir:

por que foi,

onde esteve,

com quem esteve,

quanto custou,

e principalmente,

O QUE TROUXE DE VOLTA.


🧾 QUANDO QUEREM EXPLICAR, O PRÓPRIO RELATÓRIO PROVA QUE É POSSÍVEL

E aqui está um ponto que desmonta qualquer argumento de que o sistema não permite detalhamento.

Algumas viagens possuem justificativas perfeitamente claras.

Bruno dos Santos Soares, por exemplo, recebeu cinco diárias para participar de curso de formação para agentes de crédito.

Corcino Gomes da Silva Neto aparece em registros relacionados ao Salão Sebrae Cidades Empreendedoras.

Em 2025, Alessandra Manuela Vieira Alexandre recebeu três diárias para participar do Seminário Norte/Nordeste de Licitações e Contratos.

Também existem registros específicos para treinamento, conferência e encontros institucionais.

Ou seja:

QUANDO EXISTE UMA PAUTA ESPECÍFICA, O PORTAL CONSEGUE INFORMAR.

Então a pergunta permanece:

POR QUE EM TANTAS OUTRAS VIAGENS A JUSTIFICATIVA É APENAS “ASSUNTOS DE INTERESSE DO MUNICÍPIO”?


📈 2026 JÁ CONSUMIU CERCA DE 80% DE TUDO O QUE FOI GASTO EM 2025

Outro dado chama muita atenção.

Durante todo o relatório de 2025:

R$ 69.294,00.

Até 7 de agosto de 2026:

R$ 55.606,00.

Isso significa que, em pouco mais de sete meses, a Prefeitura já alcançou aproximadamente:

🔴 80% DO VALOR DE TODO O ANO ANTERIOR.

E ainda faltam quase cinco meses para fechar 2026.

A pergunta agora é inevitável:

QUANTO ESSA CONTA VAI CHEGAR ATÉ DEZEMBRO?


⚠️ ATÉ OS DADOS DO PORTAL APRESENTAM INCONSISTÊNCIAS

A análise encontrou ainda registros que merecem explicação.

Em um lançamento envolvendo Geraldo Pereira de Almeida, o relatório apresenta o número 300 na coluna destinada às diárias, valor unitário de R$ 1,00 e total de R$ 300,00.

O Dubai em Pauta não afirma que foram concedidas 300 diárias.

Ao contrário.

O dado parece incompatível com a própria natureza do registro e merece correção ou esclarecimento.

Outro lançamento referente a Tarcísio Rodrigues da Silva traz a data de saída como 27/10/2015, apesar de o registro pertencer ao exercício de 2025.

Pode ser erro de digitação?

Pode.

Mas um Portal da Transparência existe justamente para permitir que o cidadão consulte informações públicas com segurança.


🚗🏠 E AINDA TEMOS OS ALUGUÉIS DE CARROS E IMÓVEIS

Há outro assunto que o Dubai em Pauta pretende colocar sob a lupa:

os contratos de aluguel de veículos e imóveis utilizados pela administração municipal.

Mas aqui fazemos uma diferença importante.

Os relatórios analisados nesta matéria tratam exclusivamente de diárias.

Portanto, não seria responsável misturar acusações sobre locação de casas ou veículos sem apresentar os respectivos contratos, proprietários, valores e processos administrativos.

A apuração precisa ser documental.

E será justamente aí que a população poderá saber:

quem está alugando para a Prefeitura,

quanto está recebendo,

qual bem foi alugado,

qual a necessidade pública,

e se existem vínculos políticos entre os beneficiários e a gestão.

Aí não haverá espaço para conversa.

Haverá contrato, nome e valor.


🚨 QUANDO O ASSUNTO É DINHEIRO PÚBLICO, “NÃO TEM RECURSO” NÃO PODE ENCERRAR A DISCUSSÃO

Toda Prefeitura enfrenta limitações financeiras.

Isso é fato.

Mas orçamento público é, acima de tudo, prioridade.

Quando determinada demanda da população não é atendida sob argumento de ausência de recursos, o cidadão tem o direito de olhar para outras despesas e perguntar:

ONDE O DINHEIRO ESTÁ SENDO GASTO?

E aqui temos um número objetivo:

R$ 124.900,00 EM DIÁRIAS.

A pergunta não precisa ser:

“A PREFEITURA TEM DINHEIRO?”

Talvez a pergunta correta seja:

“DINHEIRO PARA QUÊ?”


📢 A PREFEITURA TEM A OPORTUNIDADE DE RESPONDER

O Dubai em Pauta deixa uma cobrança pública e objetiva.

A Prefeitura pode divulgar, viagem por viagem:

a agenda cumprida;

os órgãos visitados;

as autoridades recebidas;

as reuniões realizadas;

os protocolos efetuados;

os convênios conquistados;

os recursos obtidos;

e os resultados concretos entregues à população.

Se as viagens produziram benefícios importantes para Baianópolis, mostrar esses resultados interessa à própria administração.

Se há prestação de contas, publique.

Se há relatório de viagem, apresente.

Se há resultado, mostre.

TRANSPARÊNCIA NÃO PREJUDICA UMA BOA GESTÃO.

TRANSPARÊNCIA PROTEGE UMA BOA GESTÃO.


🔎 DUBAI EM PAUTA

Os números não são nossos.

SÃO DA PRÓPRIA PREFEITURA.

São:

💰 R$ 124.900,00 EM DIÁRIAS.

Desse total:

R$ 49.080,00 PARA O PREFEITO.

R$ 28.440,00 PARA A VICE.

Juntos:

🔴 R$ 77.520,00.

O Dubai em Pauta não precisa dizer que viajar é crime.

Não é.

Não precisa acusar desvio sem prova.

Não deve.

Mas também não precisa aceitar que quase R$ 125 mil do dinheiro público sejam tratados como um detalhe administrativo.

Quando o dinheiro pertence à população, perguntar é obrigação.

Quando a justificativa é genérica, cobrar detalhes é fiscalização.

E quando o cidadão escuta que determinada necessidade terá de esperar porque os recursos são limitados, ele tem todo o direito de abrir o Portal da Transparência, olhar para esses números e fazer a pergunta que talvez mais incomode:

🔥 FALTA DINHEIRO — OU FALTA PRIORIDADE?

Porque antes de pedir que a população compreenda a falta de recursos, a gestão precisa explicar como está gastando os recursos que tem.

DUBAI EM PAUTA — OS NÚMEROS FALAM. A POPULAÇÃO PERGUNTA. A GESTÃO RESPONDE.

🚨 312 TÍTULOS RURAIS: A FESTA É DE HOJE, MAS A HISTÓRIA COMEÇOU EM 2021

“A verdade é filha do tempo, não da autoridade.” — Francis Bacon

Escute o Resumo da Matéria

📢 MAIS UMA VEZ, A ATUAL GESTÃO TENTA COLHER OS FRUTOS DE UM TRABALHO QUE NÃO PLANTOU

Hoje, 07 DE AGOSTO DE 2026, Baianópolis vive um momento importante com a entrega de 312 TÍTULOS FUNDIÁRIOS RURAIS.

Para as famílias beneficiadas, é motivo de comemoração. É segurança jurídica, valorização da propriedade e reconhecimento de anos de espera.

Mas existe uma parte dessa história que a propaganda oficial parece ter esquecido de contar.

📄 ESSE TRABALHO NÃO COMEÇOU AGORA.

Muito menos nasceu na atual gestão.

Em 17 DE SETEMBRO DE 2021, ainda durante a administração da então prefeita JANDIRA SOARES SILVA XAVIER, o Município de Baianópolis já havia firmado com o CONSID – CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL DO OESTE DA BAHIA o contrato destinado justamente à execução do projeto de REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA no município.

E não estamos falando de uma promessa vaga.

O documento de 2021 já previa todo o caminho necessário para chegar exatamente ao que está acontecendo hoje:

✅ LEVANTAMENTO DAS FAMÍLIAS
✅ ANÁLISE DOCUMENTAL
✅ ESTUDOS DAS COMUNIDADES
✅ MEDIÇÃO DOS IMÓVEIS
✅ GEORREFERENCIAMENTO
✅ ANÁLISE TÉCNICA E JURÍDICA
✅ FORMAÇÃO DOS PROCESSOS
✅ EMISSÃO DOS TÍTULOS
✅ ASSINATURA
✅ E, POR FIM, A ENTREGA AOS BENEFICIÁRIOS.

Ou seja:

⏳ A ENTREGA DE HOJE É O ÚLTIMO CAPÍTULO DE UM PROCESSO INICIADO HÁ CINCO ANOS.

E o documento ainda traz a assinatura da então prefeita JANDIRA SOARES SILVA XAVIER, deixando registrada oficialmente a participação do Município naquele projeto.


🏠 PRIMEIRO FORAM AS CASAS. AGORA, OS TÍTULOS.

A população precisa começar a perceber um padrão.

Quando aparecem as grandes “realizações”, basta voltar alguns anos e procurar os documentos.

Nas casas, o projeto já vinha da gestão anterior.

Agora, na entrega dos títulos, acontece novamente.

📸 MUDA A FOTO.

🎤 MUDA O DISCURSO.

🏛️ MUDA QUEM ESTÁ NO PALANQUE.

📄 MAS OS DOCUMENTOS CONTINUAM CONTANDO A MESMA HISTÓRIA.

E documento não tem lado político.

Documento tem DATA, ASSINATURA E RESPONSABILIDADE.


❓ E AÍ FICA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:

O QUE A ATUAL GESTÃO REALMENTE CRIOU?

Já caminhamos para praticamente DOIS ANOS DE GOVERNO.

E, até agora, quando aparece uma grande entrega, é preciso perguntar:

FOI CRIADA AGORA OU APENAS CONCLUÍDA AGORA?

Porque existe uma diferença enorme entre DAR CONTINUIDADE A UM PROJETO e tentar passar para a população a impressão de que toda a conquista nasceu dentro da atual administração.

Dar continuidade é obrigação.

Reconhecer quem começou é honestidade.


🤝 SE A ENTREGA É UMA CONQUISTA DE BAIANÓPOLIS, POR QUE NÃO RECONHECER QUEM AJUDOU A CONSTRUÍ-LA?

Se a intenção da atual gestão fosse realmente tratar a entrega dos títulos como uma conquista DO MUNICÍPIO E DAS FAMÍLIAS, e não como peça de propaganda política, havia uma atitude simples e elegante a tomar:

CONVIDAR A EX-PREFEITA JANDIRA SOARES SILVA XAVIER PARA PARTICIPAR DA ENTREGA.

Ou, no mínimo, fazer aquilo que qualquer administração comprometida com a verdade histórica deveria fazer:

📢 CITAR SEU NOME E RECONHECER PUBLICAMENTE A PARTICIPAÇÃO DA GESTÃO ANTERIOR.

Não seria favor.

Não seria homenagem gratuita.

Seria reconhecimento de um fato documentado.

Foi durante a gestão de JANDIRA SOARES SILVA XAVIER, em 2021, que o Município formalizou com o CONSID o contrato voltado à regularização fundiária. O próprio programa já previa levantamento das famílias, análise documental, medição, georreferenciamento, formação dos processos, emissão e posterior entrega dos títulos.

Então por que não dizer isso no palco?

Por que não falar:

“ESTE TRABALHO COMEÇOU NA GESTÃO DA EX-PREFEITA JANDIRA, TEVE CONTINUIDADE E HOJE ESTAMOS AQUI PARA CONCLUIR ESTA ETAPA E ENTREGAR OS TÍTULOS ÀS FAMÍLIAS”?

Isso diminuiria o atual prefeito?

NÃO.

Pelo contrário.

Demonstraria maturidade administrativa, respeito institucional e compromisso com a verdade.


🎭 O PROBLEMA COMEÇA QUANDO A POLÍTICA QUER APAGAR O PRIMEIRO CAPÍTULO

Ninguém está dizendo que a atual administração não deva participar da entrega.

Deve.

É o governo que está administrando o município neste momento.

Se participou da conclusão dos processos, também deve receber o crédito correspondente ao trabalho que efetivamente realizou.

MAS CRÉDITO PELA CONCLUSÃO NÃO É O MESMO QUE AUTORIA DO PROJETO.

E aqui os documentos são inconvenientes para qualquer tentativa de reescrever a história.

📄 O CONTRATO É DE 2021.

✍️ JANDIRA SOARES SILVA XAVIER ESTÁ NO DOCUMENTO COMO PREFEITA DE BAIANÓPOLIS.

🌾 O OBJETO ERA A REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA.

🏁 E O PRÓPRIO PLANO JÁ TERMINAVA COM A EMISSÃO E ENTREGA DOS TÍTULOS.

Cinco anos depois, estamos assistindo justamente ao último ato.


🚨 PRIMEIRO AS CASAS. AGORA OS TÍTULOS.

E é exatamente por isso que a discussão vai ficando mais séria.

Uma gestão pode receber projetos anteriores e concluí-los.

Isso acontece em qualquer administração pública e NÃO HÁ NADA DE ERRADO NISSO.

O errado é transformar continuidade administrativa em suposta autoria.

Porque prefeitura não começa do zero a cada eleição.

GOVERNO PASSA. MUNICÍPIO CONTINUA.

Uma gestão inicia.

Outra executa parte.

Outra conclui.

Isso é Administração Pública.

O mínimo que se espera é honestidade para dizer QUEM FEZ O QUÊ.


🚨 BAIANÓPOLIS NÃO PRECISA DE MAIS PROPAGANDA. PRECISA DE RESULTADOS PRÓPRIOS.

A população quer saber onde estão os grandes projetos concebidos, contratados e executados pela atual gestão.

Onde estão as obras estruturantes?

Onde estão os projetos novos?

Onde está uma grande realização que possa ser apresentada do começo ao fim como obra deste governo?

Porque aparecer para entregar aquilo que começou anos atrás é fácil.

DIFÍCIL É PLANEJAR.

DIFÍCIL É TIRAR DO PAPEL.

DIFÍCIL É DEIXAR UMA MARCA PRÓPRIA.

E essa cobrança ficará cada vez maior.


🌾 O MÉRITO MAIOR É DAS FAMÍLIAS

É importante deixar algo muito claro:

Os 312 títulos representam uma enorme conquista para os agricultores e famílias rurais de Baianópolis.

A relação oficial da entrega desta sexta-feira reúne beneficiários de diversas comunidades do município, como Boa Esperança, Boa Esperança de Várzea, Bracinho, Canabrava, Cocal, Guairas, Lagoa Clara, Lamarão, Mandacaru, Morro Vermelho, Novato, Queimado, Sumidouro, Várzea e Vila Isabel, entre outras.

Lista dos Beneficiados com a entrega.

Eles merecem comemorar.

Mas comemorar o resultado não significa permitir que a história seja reescrita.

👏 QUEM COMEÇOU, MERECE RECONHECIMENTO.

👏 QUEM DEU CONTINUIDADE, MERECE O CRÉDITO PELA CONTINUIDADE.

👏 E QUEM RECEBE O TÍTULO É QUEM MAIS MERECE A FESTA.

O que não pode é transformar o último capítulo em uma história completamente nova.


🏜️ DUBAI EM PAUTA OPINA

No fim das contas, ninguém está pedindo que a atual gestão deixe de participar da entrega.

Está apenas sendo cobrado algo que deveria ser básico na vida pública:

📢 HONESTIDADE COM A HISTÓRIA.

Se o projeto começou em 2021, durante a gestão de JANDIRA SOARES SILVA XAVIER, por que esconder isso?

Por que não reconhecer?

Por que não agradecer?

Por que não dizer diante das famílias:

“ESTE PROJETO COMEÇOU NA GESTÃO ANTERIOR, FOI CONSTRUÍDO AO LONGO DOS ANOS E HOJE TEMOS A HONRA DE CONCLUIR ESSA ETAPA”?

Isso não diminuiria ninguém.

Ao contrário.

GRANDEZA POLÍTICA TAMBÉM É SABER RECONHECER O TRABALHO DE QUEM VEIO ANTES.

Talvez fosse até elegante convidar a ex-prefeita JANDIRA SOARES SILVA XAVIER para acompanhar a entrega.

Não porque exista obrigação legal de fazê-lo.

Mas porque RESPEITO INSTITUCIONAL NÃO PRECISA ESTAR ESCRITO EM LEI PARA EXISTIR.

🎥 EX-PREFEITA JANDIRA SE MANIFESTA E PARABENIZA AS FAMÍLIAS PELA CONQUISTA

Mesmo sem protagonismo na cerimônia, a ex-prefeita JANDIRA SOARES SILVA XAVIER, cuja gestão aparece documentalmente ligada ao início do projeto de regularização fundiária, gravou uma mensagem parabenizando as famílias beneficiadas pela conquista.

ASSISTA AO VÍDEO:

Ela está voltando

🤔 E SOBRA UMA PERGUNTA PARA O GOVERNO ATUAL

Quase dois anos de administração.

Muita propaganda.

Muita fotografia.

Muito discurso.

Mas quando chega uma grande entrega, os documentos começam a aparecer.

🏠 AS CASAS? PROJETO ANTERIOR.

🌾 OS TÍTULOS? REGULARIZAÇÃO CONTRATADA EM 2021.

Então a pergunta do DUBAI EM PAUTA é simples:

❓ QUAL É A GRANDE OBRA, O GRANDE PROJETO OU A GRANDE CONQUISTA QUE NASCEU, FOI PLANEJADA E EXECUTADA POR ESTE GOVERNO?

Não estamos falando de continuar aquilo que já existia.

Isso é obrigação de qualquer prefeito.

Estamos falando de DEIXAR UMA MARCA PRÓPRIA.

Porque governar não é somente cortar a fita.

GOVERNAR É PENSAR O PROJETO ANTES DE EXISTIR FITA PARA CORTAR.


📸 A FOTO PODE SER DE 2026.

📄 MAS O DOCUMENTO É DE 2021.

E é justamente aí que a propaganda encontra um problema:

O PAPEL NÃO TEM MEMÓRIA CURTA.

Ele guarda data.

Guarda assinatura.

Guarda quem começou.

Guarda quem participou.

E cinco anos depois, quando alguém tenta contar apenas o último capítulo, basta abrir o arquivo.


🌾 QUE OS 312 BENEFICIÁRIOS COMEMOREM.

Eles merecem.

Que recebam seus títulos.

Que tenham segurança sobre suas propriedades.

Que esse documento represente desenvolvimento, tranquilidade e dignidade para cada família do campo.

Mas que ninguém tente transformar uma conquista construída durante anos em troféu de ocasião.

👏 PARABÉNS ÀS FAMÍLIAS.

👏 PARABÉNS A TODOS OS SERVIDORES E PROFISSIONAIS QUE PARTICIPARAM DESSE PROCESSO.

👏 E SIM: PARABÉNS TAMBÉM À EX-PREFEITA JANDIRA SOARES SILVA XAVIER E À SUA GESTÃO POR TEREM PARTICIPADO DO INÍCIO DESSE PROJETO.

Reconhecer isso não é fazer oposição.

É SIMPLESMENTE CONTAR A HISTÓRIA INTEIRA.


🏜️ DUBAI EM PAUTA

AQUI, A PROPAGANDA PASSA.

O DOCUMENTO FICA.

E CONTRA DATA, ASSINATURA E PAPEL PUBLICADO, NÃO EXISTE FILTRO DE INSTAGRAM QUE RESOLVA.

🚨 PRODUTOR RURAL VIROU CAIXA ELETRÔNICO? GESTÃO MUNICIPAL APERTA O CAMPO COM TAXAS, ITR E COBRANÇAS EM BAIANÓPOLIS 💸🌾

“O poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente.”
— Lord Acton

Escute o Resumo da Matéria

Produtores rurais de Baianópolis têm demonstrado preocupação e indignação com a sequência de cobranças realizadas pela atual gestão municipal. A reclamação que chegou à nossa redação é direta: além da taxa de alvará e da taxa de vigilância sanitária, agora também estaria sendo cobrada taxa de fiscalização ambiental.

E a pergunta que precisa ser feita é simples: até onde vai a obrigação legal do produtor e onde começa o abuso arrecadatório?

Nos últimos tempos, a gestão municipal parece ter descoberto no produtor rural uma fonte permanente de arrecadação. Com a municipalização da fiscalização do ITR, o setor de tributos passou a atuar de forma cada vez mais dura, cobrando, notificando e pressionando produtores de todos os tamanhos, dos pequenos aos grandes.

O que deveria servir para organizar a arrecadação e garantir justiça fiscal ao município, na prática tem sido sentido por muitos produtores como uma verdadeira caçada tributária. A Prefeitura parece esquecer que o campo não é inimigo da cidade. Pelo contrário: é justamente a produção agrícola e pecuária que movimenta boa parte da economia de Baianópolis.

É do campo que vem o dinheiro que gira no comércio, nos postos de combustível, nas oficinas, nos mercados, nas lojas de peças, no transporte, na construção civil e na contratação de mão de obra. O produtor rural não é apenas mais um contribuinte. Ele é peça essencial da base econômica do município.

🌾 QUEM PRODUZ NÃO PODE SER TRATADO COMO ALVO DE ARRECADAÇÃO

Uma gestão séria deveria entender que parceria, incentivo e orientação devolvem muito mais ao município do que cobranças questionáveis, mal explicadas e desproporcionais. Mas, ao que parece, o atual desgoverno prefere tratar o produtor como caixa eletrônico.

Em vez de criar pontes, cria boletos.
Em vez de fomentar a produção, aumenta a pressão.
Em vez de reconhecer quem ajuda a sustentar Baianópolis, aperta ainda mais quem já carrega nas costas uma carga pesada de impostos, custos, licenças, regularizações, obrigações ambientais e despesas de produção.

A conta é simples: quando o produtor cresce, Baianópolis cresce junto. Quando a Prefeitura sufoca o produtor, sufoca também a economia local.

💰 E ENQUANTO ISSO, A POPULAÇÃO COBRA EXPLICAÇÕES SOBRE OS GASTOS DA GESTÃO

Enquanto o produtor rural é cada vez mais pressionado por taxas, cobranças e exigências tributárias, corre nos quatro cantos de Baianópolis a insatisfação com o tamanho da folha salarial da atual gestão, considerada por muitos como desproporcional à realidade do município.

A população comenta, questiona e cobra explicações sobre uma estrutura administrativa inchada, que aparenta servir mais à acomodação política do que à eficiência da máquina pública. Em um município pequeno, cada contratação, cada cargo e cada despesa precisam ser tratados com responsabilidade, porque quem paga essa conta não é o gestor: é o cidadão.

Também não passam despercebidos os questionamentos envolvendo contratos de alto valor, denúncias sob apuração e despesas com locação de veículos que precisam ser explicadas com total transparência. Quando há dúvida sobre o uso do dinheiro público, o mínimo que se espera da gestão é abrir as contas, apresentar documentos e prestar esclarecimentos à população.

🚜 O PRODUTOR NÃO PODE PAGAR A CONTA DA INCOMPETÊNCIA

O que não se pode admitir é que trabalhadores, produtores rurais, comerciantes e cidadãos de Baianópolis sejam sangrados por novas taxas e cobranças cada vez mais pesadas para tentar fechar buracos causados por má gestão, falta de planejamento ou incompetência administrativa.

A Prefeitura precisa entender que o produtor rural não é caixa eletrônico. O trabalhador não é tampa de rombo. E o contribuinte não pode ser tratado como solução para todos os erros de uma gestão que cobra muito, explica pouco e entrega menos ainda.

Se a gestão inchou a máquina, assumiu compromissos políticos, ampliou despesas e perdeu o controle do próprio orçamento, o caminho não pode ser transformar produtores, comerciantes e trabalhadores em reféns de boletos municipais.

⚠️ TAXA NÃO É CAIXINHA EXTRA DA PREFEITURA

Ninguém discute que o Município pode fiscalizar, regulamentar e cobrar tributos quando houver previsão legal, serviço efetivo, poder de polícia devidamente exercido e base de cálculo compatível. O problema começa quando o cidadão passa a receber cobrança atrás de cobrança, sem clareza suficiente sobre o fundamento legal, o fato gerador, o critério de cálculo e a finalidade específica da taxa.

Taxa não pode ser confundida com “caixinha extra” da administração pública.

Taxa exige lei.
Taxa exige transparência.
Taxa exige justificativa.
Taxa exige serviço ou fiscalização real.
Taxa exige respeito ao contribuinte.

Não basta inventar um nome bonito, imprimir um boleto e esperar que o produtor pague calado.

📌 A PREFEITURA PRECISA EXPLICAR

A gestão municipal deve esclarecer publicamente:

✅ Qual lei criou ou autorizou essas taxas?
✅ Qual é o fato gerador de cada cobrança?
✅ Quem está obrigado a pagar?
✅ Qual é a base de cálculo utilizada?
✅ Existe fiscalização real ou apenas emissão automática de boleto?
✅ Qual serviço específico foi prestado ao produtor?
✅ Como os valores arrecadados estão sendo aplicados?
✅ Por que o setor produtivo está sendo tão pressionado?

Baianópolis não precisa de uma gestão que caça produtor com boleto na mão enquanto evita explicar, com clareza, para onde está indo o dinheiro público.

O produtor rural quer cumprir a lei. O que ele não aceita é ser tratado como alvo fácil de arrecadação.

🌾 BAIANÓPOLIS PRECISA DE GESTÃO, NÃO DE UM FESTIVAL DE BOLETOS

O campo precisa de incentivo, estrada boa, apoio técnico, segurança jurídica, diálogo e respeito. O produtor precisa de orientação, não de perseguição. Precisa de parceria, não de pressão.

Uma gestão inteligente entende que desenvolver o campo é fortalecer o município inteiro. Mas uma gestão pequena, sem visão e sem planejamento, prefere apertar quem trabalha para tentar sustentar os próprios erros.

A Prefeitura precisa decidir se quer tratar o produtor rural como parceiro do desenvolvimento ou como caixa eletrônico da arrecadação municipal.

Porque, do jeito que vai, daqui a pouco vão criar taxa pela poeira da estrada, taxa pela sombra do umbuzeiro e taxa pelo galo cantar antes das cinco da manhã. 🐓💸

Só nos resta a esperança de que já não faltam mais 4 anos!!!!

ACABAAAA PELO AMORRR DE DEUSSSSS……

🚨 BAIANÓPOLIS VIVE SITUAÇÃO INSUSTENTÁVEL COM CACHORROS SOLTOS NAS RUAS, E A OMISSÃO DO PODER PÚBLICO PRECISA ACABAR

“Quando a lei diz que o Município é responsável e os cães continuam abandonados nas ruas, o problema deixa de ser falta de norma e passa a ser falta de ação.”

🐕 NÃO É “PROBLEMA DE CACHORRO”. É SAÚDE PÚBLICA, SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE MUNICIPAL.

Baianópolis chegou a um ponto em que não dá mais para fingir normalidade.

A sede municipal convive diariamente com inúmeros cachorros soltos pelas ruas, praças, portas de comércios, proximidades de escolas, unidades públicas e locais de grande circulação. A situação deixou de ser apenas incômoda. Hoje, é insustentável.

E o pior: os povoados e distritos seguem pelo mesmo caminho.

O problema que hoje salta aos olhos na sede começa a se espalhar também para as comunidades do interior do município, onde animais abandonados, cães com tutores negligentes e ausência de controle público começam a criar o mesmo cenário de risco, sofrimento e abandono.

A pergunta é direta:

ATÉ QUANDO BAIANÓPOLIS VAI EMPURRAR ESSE PROBLEMA COM A BARRIGA?

Porque cachorro solto na rua não é detalhe. Não é paisagem urbana. Não é assunto pequeno. É risco real para crianças, idosos, motociclistas, pedestres, comerciantes, moradores e para os próprios animais.

⚠️ A SITUAÇÃO DA SEDE ESTÁ FORA DE CONTROLE

Quem anda pela sede de Baianópolis vê.

Cães circulando em grupos. Animais deitados no meio da rua. Cachorros revirando lixo. Alguns magros, doentes, machucados ou claramente abandonados. Outros possuem donos, mas vivem soltos como se a rua fosse extensão do quintal.

Essa realidade cria um ambiente perigoso.

Pode haver mordidas.
Pode haver ataques.
Pode haver acidentes com motociclistas.
Pode haver atropelamentos.
Pode haver transmissão de zoonoses.
Pode haver aumento de pulgas, carrapatos e parasitas.
Pode haver sujeira nas vias públicas.
Pode haver sofrimento animal.

E quando isso acontecer com gravidade, não adianta o poder público aparecer depois com discurso pronto, nota bonita e cara de surpresa.

O problema está anunciado.

E problema anunciado, quando não é enfrentado, vira omissão.

🏥 SAÚDE PÚBLICA NÃO COMEÇA SÓ NO POSTO DE SAÚDE

Existe uma visão atrasada de que saúde pública se resume a consulta, remédio e posto aberto. Não é.

Saúde pública também é prevenção.

É controle de zoonoses.
É vacinação animal.
É castração.
É vigilância sanitária.
É limpeza urbana.
É educação da população.
É controle de riscos antes que alguém seja mordido, atropelado ou infectado.

Cachorros abandonados nas ruas podem representar risco de doenças, acidentes e agressões. Também podem sofrer maus-tratos, fome, sede, atropelamento e envenenamento.

Ou seja: a população sofre, os animais sofrem e a cidade inteira paga a conta da falta de planejamento.

E aqui precisa ser dito com clareza: não existe gestão séria quando o problema está na rua todo dia e ninguém apresenta uma solução concreta.

📜 A LEI MUNICIPAL DIZ QUE A RESPONSABILIDADE É DO MUNICÍPIO

O ponto mais grave é que Baianópolis não está sem lei.

O município possui o Código Ambiental Municipal, instituído pela Lei nº 333/2024, de 12 de novembro de 2024.

Essa lei criou a Política Municipal de Meio Ambiente, estabeleceu princípios, objetivos, diretrizes e criou o Sistema Municipal de Meio Ambiente.

E dentro dessa lei existe um dispositivo direto sobre o tema.

O artigo 233 afirma que o Município é responsável pela proteção da fauna doméstica.

Mais do que isso: a lei determina que o Município deve promover acolhimento em casos de maus-tratos e abandono, mediante criação de abrigos com assistência veterinária, realização de campanhas de adoção, castração, controle de zoonoses e outras ações.

Está escrito.

Não é favor.
Não é promessa de campanha.
Não é bondade administrativa.
É obrigação legal.

Então a pergunta que precisa ser feita, sem rodeio, é:

SE A LEI MUNICIPAL MANDA O MUNICÍPIO AGIR, POR QUE A POPULAÇÃO CONTINUA VENDO CACHORROS SOLTOS, ABANDONADOS E SEM CONTROLE PELAS RUAS DE BAIANÓPOLIS?

🧾 A RESPONSABILIDADE TEM NOME, ENDEREÇO E CARGO

Essa situação não pode ser jogada apenas nas costas da população ou dos protetores independentes.

É evidente que os tutores têm responsabilidade. Quem abandona animal ou deixa cachorro solto na rua precisa responder por isso. Tutor negligente também faz parte do problema.

Mas o poder público não pode se esconder atrás da culpa individual para justificar a própria falta de ação.

A responsabilidade envolve:

Prefeitura Municipal, que deve coordenar a política pública, garantir orçamento, estruturar ações e dar resposta concreta;

Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, que é órgão executor da política ambiental e tem obrigação de atuar;

Secretaria Municipal de Saúde, porque o tema envolve zoonoses, risco sanitário e proteção da população;

Vigilância Sanitária e Vigilância Epidemiológica, porque a presença descontrolada de animais nas ruas pode gerar risco coletivo;

Conselho Municipal de Meio Ambiente, que deve discutir, propor, acompanhar e cobrar políticas ambientais;

Câmara de Vereadores, que tem obrigação de fiscalizar, cobrar providências, convocar secretários, propor soluções e exigir orçamento;

Ministério Público, que pode ser provocado caso a omissão continue;

tutores de animais, que devem ser responsabilizados quando abandonam ou deixam seus cães soltos, colocando a população e os próprios animais em risco.

Responsabilidade compartilhada não significa bagunça institucional.

Significa que cada órgão tem uma parte a cumprir.

E, até agora, o que a população vê nas ruas é que a parte mais visível tem sido a ausência de ação.

🏛️ E A CÂMARA DE VEREADORES, VAI CONTINUAR CALADA?

A Câmara de Vereadores de Baianópolis precisa sair da zona de conforto.

O papel do vereador não é apenas aparecer em evento, fazer discurso bonito e votar projeto quando chega pronto.

Vereador existe para fiscalizar.

E fiscalizar também é cobrar política pública para controle de animais abandonados e soltos nas ruas.

A Câmara precisa exigir da Prefeitura respostas objetivas:

Existe programa municipal de castração?
Existe abrigo municipal ou convênio com entidades?
Existe orçamento para fauna doméstica?
Existe levantamento dos animais abandonados na sede?
Existe levantamento nos povoados e distritos?
Existe campanha de vacinação e controle de zoonoses?
Existe fiscalização contra abandono?
Existe multa para tutor negligente?
Existe plano de ação da Secretaria de Meio Ambiente?
Existe participação da Secretaria de Saúde?
Existe alguma ação concreta ou só conversa?

Se não existe, a Câmara precisa cobrar.

Se existe, precisa mostrar.

Porque fiscalizar não é favor ao povo. É obrigação do mandato.

A cidade não precisa de vereador decorativo. Precisa de vereador que cobre, protocole, questione, pressione e acompanhe resultado.

🐾 OS PROTETORES NÃO PODEM CONTINUAR SOZINHOS

Em muitas cidades, quem segura esse problema nas costas são protetores independentes.

Gente que tira dinheiro do próprio bolso.
Gente que alimenta animal abandonado.
Gente que leva para veterinário.
Gente que resgata animal atropelado.
Gente que busca adoção.
Gente que faz mais com quase nada do que o poder público faz com estrutura.

Isso é bonito pelo lado humano, mas vergonhoso pelo lado administrativo.

Porque voluntário ajuda. Mas voluntário não substitui política pública.

A própria lei municipal prevê responsabilidade do Município pela proteção da fauna doméstica. Portanto, se há pessoas ou entidades acolhendo animais abandonados, o mínimo que se espera é apoio técnico, financeiro e institucional.

Não dá para o poder público aplaudir protetor em público e abandonar protetor na prática.

🚫 ABANDONO É CRUELDADE, NÃO É “COSTUME”

Também é preciso falar dos tutores irresponsáveis.

Tem gente que pega cachorro e depois larga na rua.
Tem gente que deixa o animal sair todo dia sem controle.
Tem gente que não vacina.
Tem gente que não castra.
Tem gente que permite reprodução desordenada e depois abandona filhote.

Isso não pode ser tratado como normal.

Abandono é crueldade.
Maus-tratos são crime.
Negligência também gera consequência.

Mas para responsabilizar, o município precisa ter regra clara, fiscalização funcionando, canal de denúncia, campanhas educativas e aplicação real de medidas.

Sem fiscalização, a cidade vira terra do “cada um faz o que quer”.

E quem paga a conta é a população.

📍 SEDE HOJE, POVOADOS E DISTRITOS AMANHÃ

A sede de Baianópolis já vive uma situação insustentável.

Mas o alerta precisa ser ampliado: os povoados e distritos seguem o mesmo caminho.

Quando o problema não é enfrentado no início, ele cresce. E quando cresce, fica mais caro, mais difícil e mais perigoso resolver.

O que hoje se vê com força na sede pode se multiplicar nas comunidades rurais, nos distritos, nos povoados e nas localidades mais afastadas.

Por isso, a solução não pode ser apenas uma ação pontual na sede.

O município precisa de um plano completo.

Sede. Povoados. Distritos. Zona rural.

Baianópolis inteira precisa ser incluída.

Porque política pública que só funciona no centro não resolve o município. No máximo, tira o problema da foto.

✅ O QUE PRECISA SER FEITO

Baianópolis precisa de ação concreta, com começo, meio, fim, orçamento e responsável.

O mínimo necessário inclui:

  • levantamento oficial dos cães soltos na sede;
  • levantamento nos povoados e distritos;
  • identificação dos pontos críticos;
  • programa permanente de castração;
  • campanha de vacinação;
  • campanha de adoção responsável;
  • cadastro de tutores;
  • fiscalização contra abandono e maus-tratos;
  • multa para tutor que deixa animal solto;
  • canal oficial para denúncias;
  • parceria com clínicas veterinárias;
  • apoio aos protetores independentes;
  • abrigo municipal ou convênio para acolhimento temporário;
  • controle efetivo de zoonoses;
  • educação ambiental nas escolas;
  • campanhas nos povoados, distritos e zona rural;
  • relatório público das ações realizadas.

Isso não é exagero.

É o básico.

E o básico, em Baianópolis, já está atrasado.

🔥 CHEGA DE DISCURSO. A LEI JÁ EXISTE.

O mais revoltante é isso: a lei já existe.

O Código Ambiental Municipal já diz que o Município é responsável pela proteção da fauna doméstica.

Então não falta lei.

Falta execução.
Falta cobrança.
Falta fiscalização.
Falta prioridade.
Falta vontade política.
Falta a Câmara agir com a força que o mandato exige.
Falta o poder público tratar o problema com a seriedade que ele merece.

E quando uma lei existe, mas não sai do papel, ela vira enfeite de gaveta.

Baianópolis não precisa de lei para inglês ver. Precisa de política pública para o povo ver.

📢 A POPULAÇÃO QUER RESPOSTA

A situação dos cachorros soltos nas ruas da sede municipal não pode continuar sendo empurrada.

Os povoados e distritos não podem esperar o problema explodir para só depois alguém lembrar que existe gestão pública.

A Prefeitura precisa apresentar um plano.

A Secretaria de Meio Ambiente precisa dizer o que está fazendo.

A Secretaria de Saúde precisa explicar como está tratando o risco de zoonoses.

A Vigilância Sanitária precisa se posicionar.

O Conselho de Meio Ambiente precisa discutir o tema.

E a Câmara de Vereadores precisa cobrar, fiscalizar e parar de assistir de camarote.

Porque a cidade já viu o problema.

A população já sente o problema.

Os animais já sofrem o problema.

Só falta o poder público agir como se o problema também fosse dele.

E pela lei municipal, é.

🚨 DUBAI EM PAUTA

Baianópolis precisa tratar a situação dos cachorros soltos como o que ela realmente é: uma questão de saúde pública, segurança, meio ambiente e responsabilidade administrativa.

A sede municipal está no limite.

Os povoados e distritos seguem o mesmo caminho.

E a omissão, quando fica escancarada, também late.

Late nas ruas, late nas praças, late na porta das casas e late na consciência de quem tem poder para resolver, mas ainda não resolveu.

🚨 GOVERNO LIBERA R$ 337 MILHÕES PARA COMBATER INCÊNDIOS, DESMATAMENTO E REFORÇAR A FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL

“Quando o fogo avança, promessa não apaga incêndio. O que apaga é planejamento, estrutura, fiscalização e coragem para agir antes da tragédia.”

🌳 DINHEIRO VAI PARA IBAMA E ICMBIO EM MEIO AO AVANÇO DAS QUEIMADAS E DA PRESSÃO SOBRE OS BIOMAS BRASILEIROS

O Governo Federal publicou uma medida provisória abrindo R$ 337,4 milhões em crédito extraordinário para fortalecer ações de combate a incêndios florestais, controle do desmatamento e fiscalização ambiental em todo o país.

A informação foi divulgada pela Agência Brasil e confirmada em documentos oficiais do Governo Federal. O recurso será destinado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com execução principalmente pelo Ibama e pelo ICMBio.

🔥 PARA ONDE VAI O DINHEIRO?

Do total liberado:

✅ R$ 194,4 milhões serão destinados ao Ibama;
✅ R$ 143,1 milhões serão destinados ao ICMBio;
✅ O valor total chega a R$ 337.483.432,00.

O dinheiro será usado para ações de prevenção e combate a incêndios florestais, fiscalização ambiental, controle do desmatamento, estruturação de equipes, contratação de profissionais, compra de equipamentos, monitoramento, diárias, passagens, logística e atuação em campo.

🚁 IBAMA TERÁ A MAIOR FATIA DOS RECURSOS

O Ibama ficará com a maior parte do valor: R$ 194,4 milhões.

Esse recurso deverá reforçar operações em áreas consideradas prioritárias, especialmente onde há risco de incêndios florestais, desmatamento ilegal e pressão sobre áreas federais.

Na prática, isso pode significar mais equipes em campo, mais operações, mais fiscalização, mais brigadistas e mais estrutura para agir antes que o fogo vire tragédia.

Porque no Brasil, quando o fogo chega, não adianta discurso bonito. Tem que ter gente, equipamento e dinheiro. O resto é fumaça.

🏞️ ICMBIO RECEBERÁ R$ 143 MILHÕES

O ICMBio, responsável pela gestão das unidades de conservação federais, receberá R$ 143,1 milhões.

O recurso será usado em ações de fiscalização ambiental e no combate e prevenção de incêndios dentro de unidades de conservação federais. Também está prevista a aplicação em capacitação de equipes, aquisição de equipamentos, contratação de profissionais e suporte logístico.

Ou seja: parques nacionais, reservas federais e áreas protegidas devem receber reforço para enfrentar o período crítico das queimadas.

⚖️ MEDIDA TAMBÉM CUMPRE DECISÕES DO STF

A liberação dos recursos também está ligada ao cumprimento de decisões do Supremo Tribunal Federal, especialmente em ações que cobram do governo federal medidas mais efetivas contra incêndios florestais e desmatamento, com destaque para biomas como Amazônia e Pantanal.

A pressão judicial existe porque o problema deixou de ser apenas ambiental. Virou questão de saúde pública, segurança climática, proteção territorial e responsabilidade do Estado.

🌎 O QUE ISSO MUDA NA PRÁTICA?

A medida pode ampliar a presença de órgãos ambientais federais em campo.

Isso significa:

✅ mais combate a incêndios florestais;
✅ mais fiscalização contra desmatamento ilegal;
✅ mais atuação em unidades de conservação;
✅ mais estrutura para brigadistas;
✅ mais monitoramento ambiental;
✅ mais pressão sobre áreas rurais irregulares.

Para quem trabalha certo, com documentação ambiental em dia, isso é proteção.

Para quem aposta no “ninguém vai ver”, a conta pode chegar. E geralmente chega com auto de infração, embargo e dor de cabeça.

🚜 RECADO AO PRODUTOR RURAL

O produtor rural que possui CAR regular, licença ambiental, autorização de supressão quando necessária, reserva legal definida, APP respeitada e documentação organizada não deve enxergar fiscalização como inimiga.

O problema é outro: área aberta sem autorização, queimada irregular, reserva legal bagunçada, CAR inconsistente, supressão sem processo e uso do fogo como se ainda estivéssemos nos anos 80.

O Brasil mudou. A fiscalização mudou. O satélite não dorme. E agora tem mais dinheiro para colocar a operação na rua.

🧯 COMBATE AO FOGO PRECISA COMEÇAR ANTES DA FUMAÇA

Incêndio florestal não se combate apenas quando a chama já está alta.

Combate de verdade começa com prevenção, aceiro, monitoramento, brigada treinada, equipamento, planejamento e fiscalização.

Quando o fogo toma conta, quem paga a conta é o meio ambiente, o produtor, o município, a saúde pública e a economia local.

📌 O PONTO CENTRAL

A liberação dos R$ 337 milhões mostra que o governo está colocando recurso em uma das áreas mais sensíveis do país: o enfrentamento aos incêndios florestais e ao desmatamento.

Mas o dinheiro, sozinho, não resolve.

Será preciso execução eficiente, fiscalização justa, transparência no uso dos recursos e presença real em campo.

Porque no papel tudo é bonito. O teste de verdade começa quando a fumaça sobe.

📰 DUBAI EM PAUTA

O tema é ambiental, mas o recado é para todos: governo, produtor, município e sociedade.

Com mais recursos para Ibama e ICMBio, o país deve entrar em uma nova fase de reforço na fiscalização ambiental.

Quem está regularizado, segue trabalhando.

Quem insiste no improviso, melhor abrir o olho.

Porque agora o fogo não será o único sinal de alerta. A fiscalização também vem quente.

A verdade dos fatos no mais confiavel blog do Oeste Baiano